Alunos conhecem o mundo da literatura tocantinense

13/05/2004 - 14:26 - Ramiro Bavier

Contribuir para a formação cultural dos alunos no que se refere à literatura produzida no Tocantins. Este foi o principal objetivo da visita feita por membros das Academias Tocantinense e Palmense de Letras, na manhã desta quinta-feira, 13, à Escola Estadual Caic – Centro de Atenção Integral à Criança, em Palmas. Estudantes da 8ª série tiveram a oportunidade do contato direto com escritores que registram em suas obras a história do Tocantins. O encontro foi realizado na biblioteca da escola, chamada de Monteiro Lobato.Estiveram conversando com os alunos imortais da ATL - Isabel Dias Gomes, Belinha, presidente da Academia; Fidêncio Bogo; Juarez Moreira Filho e Margarida Lemos - e da APL - Humberto Damasceno, que, na ocasião, lançou o livro “Assim Nasce a Poesia”; Osmar Casagrande e Alexandre Acâmpora. A Seduc – Secretaria da Educação e Cultura do Tocantins foi representada pela coordenadora pedagógica Maria de Lourdes de Souza Alves, do Núcleo Regional de Ensino de Palmas.A oportunidade de colocar estudantes e escritores em pleno debate, possibilitando a troca de experiências de vida faz parte do Plano Político Pedagógico do Caic e é uma ação da biblioteca da escola, que conta com um acervo bibliográfico que ultrapassa os 4,5 mil volumes dos mais variados gêneros. Para se ter uma idéia, no primeiro trimestre de 2004, a escola registrou mais de 4 mil visitas de estudantes e outros interessados na pesquisa.Durante o encontro, alguns imortais doaram exemplares de suas obras, caso do escritor Alexandre Acâmpora, que doou quatro volumes das obras de Lysias Rodrigues que ele reescreveu: Roteiro do Tocantins e O Rio dos Tocantins. A biblioteca da escola também recebeu a doação de dois kits de livros, feita por duas livrarias da Capital. A entrega foi feita pela presidente da ATL à diretora do CAIC, Maristélia Santos.Foram quase duas horas de conversa. Na ocasião, cada escritor presente fez um breve comentário sobre a sua trajetória literária, as obras já editadas, as dificuldades de se sobreviver por meio da literatura, o prazer quando se concretiza uma obra e, ainda, o desejo de continuar vendo e fazendo o mundo de uma maneira mais poética. “Elogio a iniciativa da escola pelo grande trabalho. Ler é um prazer, é um exercício”, disse a presidente da ATL, Isabel Dias Gomes.Para o advogado e escritor Juarez Moreira Filho, a ação da escola se traduz numa “oportunidade única do contato direto com o escritor”. Já o escritor, jornalista, poeta e ator Osmar Casagrande, disse que é com eventos como o realizado pelo Caic que se faz com que autores e estudantes se “tornem íntimos do fazer literário”. Ele adiantou que, num futuro próximo, a escola também vai revelar outros nomes da literatura tocantinense. A imortal Margarida Lemos fez questão de dar o seguinte recado: “Preocupem-se com o sentimento. Sejam poetas, cronistas, contistas, mas o sejam com o coração”.Indagada sobre o que representa estar tão próxima aos autores, a estudante Elisângela Rodrigues, 15 anos, foi direta: “Estão falando de coisas que nos interessam, a literatura. É o meu primeiro contato com estes escritores e estou muito satisfeita”. O estudante Alexandre Barbosa Araújo comentou que o encontro foi “um momento ímpar” na sua vida e que “vai ficar marcado para sempre”.Para a diretora do Caic, o evento realizado pela escola tem o objetivo de despertar nos alunos o gosto pela leitura e o talento para a escrita. “Eles (estudantes) ganham muito com esse contato com os autores”. Após a apresentação dos imortais, foi aberto um pequeno debate para que os escritores pudessem responder a questionamentos dos alunos presentes. Ao todo, compareceram cerca de 50 estudantes, professores da escola e também funcionários do setor administrativo.O Caic conta, atualmente, com cerca de 2,3 mil alunos matriculados no Ensino Fundamental (1ª a 8ª série), Ensino Médio, EJA - Educação de Jovens e Adultos (1º e 2º segmentos) e Ensino Especial.

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